Por que as secundárias argentinas passam por Delaware
O fato estrutural que define tudo: as startups argentinas constituem quase universalmente uma holding estrangeira — Delaware como padrão — com a entidade argentina como subsidiária operacional. Investidores internacionais passaram a exigir isso após décadas de controles cambiais e volatilidade jurídica, e isso silenciosamente torna as secundárias mais fáceis: comprar participação numa startup "argentina" geralmente significa comprar ações de uma holding americana ou offshore sob direito conhecido, sem nenhuma formalidade de transferência argentina. Os controles cambiais do país (ocepo) — substancialmente flexibilizados no programa de reformas atual, mas historicamente rígidos — são a outra metade da história: explicam por que o produto das vendas também tende a ficar offshore.

